Dia da Cachaça

dia da cachaça

setembro 13, 2013 | Posted in Artigos, Curiosidades

dia da cachaça

O dia da cachaça é comemorado em duas datas no estado de Minas Gerais. No dia 21 de Maio é comemorado o dia estadual da cachaça. Minas Gerais é o único estado do Brasil que tem uma lei específica para a cachaça mineira .

E no dia 13 de setembro é comemorada o dia nacional da cachaça. A data escolhida para o Dia Nacional da Cachaça tem motivo histórico, pois em 13 de setembro de 1661 a coroa portuguesa liberou a produção e comercialização da cachaça no Brasil após a pressão e rebelião dos produtores.
A história remonta ao ano de 1630, quando os portugueses notaram que o mercado da cachaça crescia e o produto tomava o lugar da bagaceira, produzida por eles a partir do bagaço da uva.

Em 1635, o rei de Portugal proibiu a produção e comercialização da cachaça com o objetivo de incentivar o consumo da bagaceira. A pouca fiscalização permitiu a continuidade do comércio da cachaça que, na clandestinidade, virou “moeda de troca”, chegando às colônias da África, para compra de escravos e produtos diversos, sendo que até para os quilombolas a cachaça representava dinheiro na compra de alimentos e produtos.

Em 1659, um novo decreto real proibiu o comércio da cachaça, com os portugueses apertando o cerco aos produtores com ameaças de deportação, apreensão do produto e destruição dos alambiques.

Em 1660, os produtores fluminenses lideraram uma rebelião e tomaram o governo da cidade. Era a Revolta da Cachaça, movimento que abriu caminho para a legalização da cachaça, que ocorreu em 13 de Setembro de 1661 por Ordem Régia.

Um brinde a cachaça!!!!!!!

Fonte: Cachaça e Notícias

Leia mais →

Ypióca conquista o paladar dos Norte Americanos

ypioca

julho 23, 2013 | Posted in Notícias, Produtos

ypioca

Marca recebe selo prata e bronze numa das mais concorridas competições de destilados do
mundo

A mais apreciada das cachaças premium teve sua qualidade reconhecida na 13ª edição da
San Francisco World Spirits Competition. Realizada no fim do mês de março, a competição de
melhores destilados marcou a história da YPIÓCA® ao classificar a Ypióca Crystal com a
Medalha de Prata e a Empalhada Ouro com status de Bronze.

Avaliada como a disputa mais respeitada do mundo dos destilados, a San Francisco World
Spirits Competition foi o primeiro julgamento de destilados dos Estados Unidos a contemplar
marcas internacionais. Os produtos são analisados pelos melhores profissionais do setor em
testes cegos e de forma que assegure uma competição justa. Nesta edição, participaram 34
dos melhores especialistas da indústria de bebidas, constituído por experts de grandes
restaurantes, jornalistas e consultores, que aprovaram a qualidade da Ypióca.

Com mais de 165 anos de história, a YPIÓCA® foi a primeira marca a exportar cachaça, em
1968, para a Alemanha. É uma companhia nacional, atua em todo o território brasileiro e em
mais de 40 países. Hoje, a marca faz parte do portfolio de destilados da DIAGEO, líder mundial
de bebidas premium, que também conta com marcas como SMIRNOFF® e JOHNNIE
WALKER®.

Leia mais →

Gelatina de pinga

gelatina de pinga

julho 8, 2013 | Posted in Receitas

A infância da Flávia teve vários sabores. Um deles é o gostinho da gelatina de pinga. Receita deliciosa que nos faz lembrar dos bons velhos tempos.

gelatina de pinga

A sua infância tem um sabor? A minha teve não um, mas vários! Boa parte das lembranças que tenho estão de fato relacionadas com algo que era preparado pela minha mãe ou pela minha avó materna com quem tive mais contato. E se eu fechar bem os olhos ainda consigo viajar no tempo e os aromas que sentia naquela época parecem invadir o lugar onde estou. Pra mim não há nada mais reconfortante do que reviver estes sabores e também aqueles momentos.

Conto com a sorte de ter a minha mãe por perto e poder, sempre que me dá aquela sensação de saudade, pedir alguns destes pratos, e muitos deles eu ainda não aprendi a fazer e é aí que eu entro com aquela voz manhosa dizendo… “Mãe faz aquele doce pra mim por favor?”. E você sabe né? Mãe é mãe, e claro que ela sempre prepara.

Desta vez não podia ser diferente, mas a desculpa foi que eu queria aprender a receita, o que não deixou de ser verdade. Mas como hoje em dia a comunicação está mais moderna fiz aquele dengo todo por e-mail mesmo e eis que alguns dias depois estávamos juntas, na casa da minha dela, preparando a famosa receita de gelatina de pinga, e claro dando boas risadas relembrando o tempo em que eu e minha irmã ficávamos aguardando a receita ficar pronta para ajudá-la a envolver os docinhos no açúcar, tarefa que adorávamos fazer.

Mas aí você pode se espantar e me perguntar: “Pera aí, é uma receita com pinga e vocês serviam isso em festa de criança???”…risos… Sim, e podem ficar tranquilos, porque apesar de ser um doce feito com um ingrediente alcóolico, ele sempre esteve presente em nossas festinhas e fazia a alegria não só das crianças, mas também a dos adultos, porque afinal todo o álcool evapora, deixando apenas aquele sabor delicioso. Isso acontece porque o ingredientes são levados ao fogo até a água ferver. O ponto de ebulição da água é maior que o do álcool, o que significa que quando a água ferve o álcool já se evaporou completamente.

A receita, que minha mãe aprendeu há mais de 30 anos em um curso, foi a responsável inclusive, por complementar a renda da família por um bom tempo. Naquela época em que a nossa situação financeira deu uma complicada, minha mãe preparava as gelatinas, embalava e vendia em um lugar muito conhecido em Campo Grande/MS onde morávamos, chamado Casa do Artesão.

AUTOR(A) Fla Telles
INGREDIENTES
  1. 4 pacotes de gelatina sem sabor branca (ou 3 brancas e 1 vermelha)
  2. 1 copo americano de pinga
  3. 2 xícaras de água
  4. 1 colher de chá de baunilha
  5. 1 kg de açucar
  6. anilina em pó para dar cor
INSTRUÇÕES DE PREPARO
  1. Colocar todos os ingredientes, exceto a baunilha, numa panela alta e grossa de alumínio.
  2. Mexer e levar ao fogo brando mexendo de vez em quando.
  3. Retirar do fogo quando levantar fervura, acrescentar a baunilha e mexer. Levar ao fogo novamente por mais 15 minutos, só que dessa vez sem mexer.
  4. Retirar do fogo e com uma colher retirar aquela espuminha branca que se forma.
  5. Diluir a anilina em pó em água.
  6. Colocar a anilina aos poucos até dar o tom desejado.
  7. Untar uma forma com óleo utilizando um pincel ou untar uma assadeira de 1 cm de altura com manteiga e colocar a gelatina.
  8. Depois de dura, cortar com tesoura e polvilhar açúcar.
Quantos momentos especiais relembramos juntas neste dia e como foi bom poder fazer isto com a minha querida mãe! E pensando nisso cheguei a uma conclusão: não tenho dúvidas de que por trás de toda receita existe uma boa história. Esta é a minha… qual será a sua?Fonte: Mapa da Cachaça

Leia mais →

Algumas madeiras e seus resultados no envelhecimento da cachaça

envelhecimento

junho 25, 2013 | Posted in Artigos, Curiosidades

A gente já falou várias vezes aqui sobre o envelhecimento da cachaça. Mas afinal, o que vem a ser isso e quais as mudanças que ele traz à bebida.

O processo de produção do destilado tipicamente brasileiro se divide em extração do caldo, preparo do mosto e do inóculo, inoculação, fermentação e destilação.

Por melhor e mais eficientes que tenham sido as diferentes etapas, a bebida possui sabor ardente e seco. É dessa forma que o período de envelhecimento altera várias características físico-químicas. É um processo indispensável para muitos destilados, garantindo suas propriedades sensoriais.

cachaça envelhecida possui alto valor agregado devido à singularidade de aromassabores e cores do produto que passa por esse processo. Isso porque são usados diferentes tipos de madeiras, ao contrário de outras famosas bebidas como uísque, brandies e até vinhos que são armazenados apenas em barris de carvalho.

Conheça algumas madeiras mais usadas no Brasil. Em um post futuro, continuaremos falando sobre o assunto:

Amburana: deixa a cachaça levemente amarelada, baixa a acidez e diminui o teor alcoólico da bebida, que fica mais suave. Também conhecida como Cerejeira, Amburana-de-Cheiro, Imburana, Umburana, Angelim, entre outros.

Amendoim: rara e em extinção, sua extração é controlada ou proibida por lei. Considerada a mais nobre das madeiras para envelhecimento. Baixa um pouco o teor alcoólico e a acidez da cachaça, preserva e acentua as características naturais como perfume e sabor da bebida.

Bálsamo: resulta em tom dourado brilhante e gosto forte amadeirado.

Carvalho: madeira européia usada há muito para envelhecimento de outras bebidas. Garante cor dourada e sabor suave, agradável, de baixa acidez e levemente adocicado.

envelhecimento

Fonte: Clube do Alambique

Leia mais →

Conheça os tipos de cachaça

toneisdecarvalho

junho 15, 2013 | Posted in Artigos

Entre os diferentes tipos de cachaça existentes no mercado, a dificuldade para uma pessoa leiga seria entender as diferenças entre cada uma delas antes de harmonizá-la

tiposdecachacas

 

Antes de degustar, convém saber escolher a cachaça certa. A primeira definição, e a mais genérica, será optar entre as cachaças quanto ao seu processo de fabricação: industrial ou artesanal.


Artesanal ou industrial:

A pinga artesanal é fabricada em uma pequena indústria, denominada engenho, geralmente familiar, que trabalha com pequenos volumes. Já a cachaça é feita em alambique (do árabe al-ambique), uma engenhoca, cujo sistema de funcionamento remonta à Idade Média. No Brasil seu surgimento está por volta da segunda metade do século XIX, a primeira referência no país está em obra publicada em 1878, que anunciava “aparelho a colunas de destilação dos Srs. J. F. Cali & C., de Paris, podendo destilar 20 hectolitros por dia…”.

Enquanto a cachaça artesanal é elaborada em alambiques de cobre, e tem colheita manual e processo de fermentação artesanal ou caipira, que pode levar de 15 a 30 horas. A aguardente de cana é produzida nas grandes indústrias em alambiques de aço inox, a colheita é feita com máquinas e o processo de fermentação é químico, de apenas seis horas. Além disso, a fermentação artesanal acontece de forma espontânea, a partir da cana-de-açúcar moída, e a fermentação caipira utiliza agentes catalisadores naturais, como o farelo de trigo, o arroz, a soja ou o milho.

Na indústria, trabalham-se grandes volumes de caldo de cana, que, fermentados, depois são destilados, obtendo-se milhares de litros de cachaça por dia, tudo automatizado. Dessa imensa capacidade de produção das indústrias resulta uma aguardente de custo baixo, cujo preço unitário, por litro, é muito barato.

Os grandes volumes fermentados são integralmente destilados, não sofrendo nenhum tipo de separação de partes, o que ocorre na “indústria artesanal”. O aproveitamento total do volume fermentado para a destilação e a estandardização, entre outras práticas industriais, não conseguem dar qualidade sensorial à pinga industrial, que, normalmente não possui aroma e gosto agradáveis e tem os seus efeitos criticados por consumidores que passam da segunda dose. O grande desafio da indústria é aprimorar a estrutura organoléptica do seu produto, dar-lhe melhor perfume e sabor, para que ela fique tão atraente quanto a cachaça artesanal.

Cachaça Nova:

A cachaça nova, branca, fresca é a pinga que foi engarrafada, logo depois que foi produzida, que verteu do alambique e apenas “descansou” em dorna ou tonel por alguns dias, e no máximo três meses.

Cachaça envelhecida:

Cachaça só envelhece se for guardada em madeira: barril, tonel, dorna, cartola, barrilete, ancorote, pipa ou parol. A cachaça necessita de oxigênio e somente a porosidade da madeira permite que ela “respire”. Cachaça não envelhece em vidro, aço inoxidável, ferro, plástico ou tanque de cimento. O máximo que pode ocorrer, engarrafada, é, em condições constantes de temperatura, baixa luminosidade e boa vedação da rolha, manter suas características organolépticas inalteradas.

Estocada em barril de madeira, a cachaça terá os seus componentes secundários sofrendo reações químicas lentas e contínuas, uma oxidação provocada pelas trocas gasosas entre o interior do barril e o ar externo, através dos poros da madeira. A formação de ésteres irá modificar a composição e as características da bebida. O contato da cachaça com as paredes do tonel, o tipo de madeira utilizada, as condições do ambiente, o tempo de estocagem, o tamanho do barril e o teor alcoólico da cachaça vão determinar a intensidade e a velocidade das mudanças. Quanto maior o tonel, menos reações químicas e menor evaporação. No tonel pequeno, onde é maior o contato entre a bebida e a madeira, reações plenas e rápidas, porém maior evaporação. Tonéis pequenos podem provocar perdas de até 40 % depois de 12 meses.toneisdecarvalho

Na primeira fase de estocagem dizemos que ela está “descansando”. Vai conformar-se, assentar o seu caráter, sua personalidade, identificar-se, reconhecer-se. Este período não deve ultrapassar três meses. De três a seis meses, a pinga já começa a se alterar. Com seis meses, passamos do descanso para o envelhecimento propriamente dito. Mas esses prazos são relativos, vão depender da madeira escolhida, do ambiente, do perfil químico da cachaça.

A legislação vigente determina que, após um ano, no mínimo, em tonel ou barril de madeira, a cachaça está envelhecida. Estudos indicam que, após um ano e meio, a cachaça lacrada em tonel ou barril selado por órgão oficial de controle atingirá um ótimo estágio de envelhecimento. A partir de três anos, submetida ao processo de envelhecimento, a bebida ingressa na categoria “reserva especial”. Com o envelhecimento, cai a graduação da cachaça, a pinga fica mais suave, macia, perde um pouco da sua natural acidez. A cachaça toma a cor da madeira, matizes do levemente amarelado ao amarelo turvo, fechado, passando pelo dourado brilhante, chegando ao ouro velho. Aquele cheiro rústico, escancarado, da cana se transforma, pois a cachaça absorve elementos da madeira. E o gosto se altera sensivelmente. A pinga fica mais adstringente, de sabor curto, abreviado.

No mínimo 50 % da cachaça fica durante pelo menos um ano em tonéis de no máximo 700 litros. Por ser um tonel menor e por ficar retido por mais tempo, as cachaças envelhecidas acabam apresentando alterações mais evidentes na sua cor, aroma e paladar. As cachaças chamadas Premium são 100% envelhecidas de um a três anos. E a Extra-Premium é 100% envelhecida no tempo mínimo de três anos.

As madeiras para armazenamento e envelhecimento:

O legal na cachaça é a diversidade de tipos de madeira para envelhecimento e armazenamento. É o único destilado (que conhecemos) que pode ser armazenado em tonéis de diferentes madeiras. O whisky, a tequila, o rum são todos armazenados em carvalho. Já a cachaça tem inúmeras madeiras para armazenamento e envelhecimento. Cada estado tem suas madeiras típicas, o que resulta numa diferenciação na cor e no gosto da bebida. Inclusive, alguns estudiosos estão analisando os benefícios dessas variedades de madeira para a saúde.

Por: Raquel Nunes

Fonte: Gastromania

Leia mais →